The Dark Mile, um drama escocês

Durante muito tempo, o cinema escocês tem sido visto como nada mais que uma extensão da expressão cinematográfica britânica. No entanto, nos tempos que correm, vários realizadores e outros artistas da Escócia têm vindo a reclamar a especificidade da sua produção e cultura. Assim nasce um cinema escocês que cresce de tradições típicas da região, sua história e iconografia.

Quando se trata de expressar especificidades culturais no cinema, há poucos veículos mais perfeitos que o modelo clássico do terror. Afinal, foi o género do terror que tipificou muitos dos monstros mais famosos de sempre. Essas criaturas vieram do folclore e da mitologia, mas foi o grande ecrã em formas estáveis e icónicas. Veja-se o vampiro e o lobisomem, a múmia e tantas outras bestas fantasmagóricas. Tudo isto para dizer que o realizador Gary Love foi buscar inspiração a uma tradição cinematográfica muito antiga quando decidiu produzir pesadelos fílmicos com base na cultura folclórica da Escócia.

O produto de tal projeto foi “The Dark Mile”, um thriller tenebroso que entrecorta um estudo de personagem severo com um crescendo de tensão que acaba por explodir num festival de sofrimento tão infernal quanto impressionante. No meio de tudo isto, Deirde Mullins dá vida a uma de duas mulheres que se aventura pela paisagem escocesa no rescaldo de tragédias pessoais.

O trabalho desta intérprete foi aclamado pela crítica internacional e acabou mesmo por ganhar um prémio especial dos BAFTAs Escoceses. Galardoada com o troféu de melhor atriz ela assim se afirma como uma das atrizes europeias mais promissoras do momento e “The Dark Mile” brilha como uma obra essencial para todos os que gostem de bons desempenhos e bom terror.

“The Dark Mile” está disponível no SundanceTV On Demand. Não percas este pesadelo infernal oriundo da Escócia.

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